terça-feira, 8 de setembro de 2026

SAUDADES DAS MINHAS MARIAS! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Hoje, faltando dois dias para meu aniversário, acordei com vontade de me desnudar um pouco para meus leitores, já que, categoricamente, todas minhas crônicas são criações fictícias graças minha memória amiga, que ainda me conserva bastante lúcido!

Não é de se estranhar que quando chegamos a certa idade (85 anos), as lembranças e nostalgias batem tranquilamente em nossas cabeças e corações mesmo sem esforços, e nos traz uma série de lembranças gostosas, felizes, engraçadas e, em alguns casos, simplesmente ridículas!

Logico que não sou diferente de ninguém, mas, curiosamente, passei um filme de longa metragem e cinemascope em minha mente, e notei uma observação bastante interessante, que dentre uma parte das mulheres que tive relacionamentos (ínfimos, sutis, puros, inocentes, liberais, avançados e extremos), a grande maioria se chamavam Maria, ou tinha Maria como segundo nome. Mas, todas elas foram minhas Marias nos inocentes encontros, até os mais pecaminoso comportamentos!

Em princípio, quando veio a minha imaginação a ideia de escrever esse texto, achei que seria interessante falar sobre cada uma delas, e as lembranças dos nossos sadios e pecaminosos aconchegos, mas, aproveitando o meu restinho de memória, comecei a enumerar e, assustadoramente, já estava em 114 Marias, achei que seria impossível e a crônica ficaria parecendo uma lista telefônica. Então...para que não esquecesse nenhuma e nem tão pouco me desnudar completamente, resolvi apenas citar as mais importantes e significativas, com lembranças bem simples e delicadas, sem que seja um diário de “sacanagens” da minha querida e séria passagem por essa terra maravilhosa, que um dia me comerá!

Fui namorado e noivo de uma que se chamava Stela Maria, relacionamento que durou seis anos com momentos maravilhosos e inesquecíveis. Graças a chata da sua mãe, não nos casamos!

Ana Maria que me casei e convivemos cinquenta e um anos e, de comum acordo, nos separamos há seis anos e somos excelentes amigos. Temos dois filhos maiores, frutos desse casamento!

Dos namoros tolos e infanto/juvenil tive um namoro simples, singelo e inocente com uma que se chamava Dora Maria que, talvez por ter sido tão puro e inocente, ficou marcado em minha mente por muitos e longos anos, pois ela me fascinou bastante!

Não posso deixar de lado uma aventura mais que avançada, que tive com uma chamada Maria de Lourdes (já falecida, com apenas 20 anos, vítima de acidente de automóvel), que como ela era espertíssima, aprendi muitas coisas que me foram muito úteis no futuro! Éramos adolescentes, mas, ela era uma excelente “docente” nos comportamentos sexuais!

Teve uma especialíssima, que até hoje eu tenho o maior afeto e carinho, assim como está gravada em minha mente e coração, pela meiguice e pureza dos nossos maravilhosos e escondidos encontros, que somente carinhos e olhares de amor eram externados por nós. Minha eterna adorada Maria das Graças!

Obvio que é impraticável falar de todas, mas, na minha mente, tenho gravado todas as nuances, as oportunidades perdidas por escrúpulos ou pudismo idiota, obedecendo normas mais idiotas ainda dessa hipócrita sociedade!

Tenho bastante saudades das minha MARIAS e, logicamente, das Terezas, Sônias, Sheilas, Dulces, Dalvas, Moniques, Lauras, Carmens, Dolores, Rebecas, etc. etc., mulheres que enfeitaram e me deram prazeres maravilhosos em minha doce VIDA LOUCA!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

sábado, 5 de setembro de 2026

SONHO E ESPERANÇA! (Clique e leia)

 Antonio Nunes de Souza*

Era uma mulher deslumbrantemente maravilhosa. Um corpo perfeito, com todas as peças nos lugares certos, seios rígidos, lindos e pontudos e tamanhos adequados, o quadril tão bem formado, que parecia que fora esculpido por Michelangelo, seu rosto tinha todas as características de uma beleza nórdica, que é na verdade o padrão internacional de beleza, suas pernas eram tão bem torneadas, que não se percebia os joelhos, dado sua uniformidade até a junção dos seus pezinhos delicados!

Era um raríssimo espécime, que apenas tinha uma coisa que não combinava com as características citadas. Não que fosse demérito, apenas era uma combinação de mixagem de tipos étnicos, parecendo uma criação laboratorial, pois, curiosamente, ela era negra como as asas da graúna, e os seus cabelos crespos poderiam não combinar com esse deslumbrante, divino e maravilhoso ser. Mas, sinceramente, tudo era de uma perfeição tão impecável, que parecia uma miragem tida por um Tuaregue em pleno deserto de Saara!

Quando ela andava com seu porte de rainha e a elegância sensual, seu belíssimo corpo parecia estar zombando dos nossos gulosos olhares, dirigidos para suas nádegas, que jamais mereceria ser chamada de bunda. Seria um sacrilégio e um demérito com aquele belíssimo santuário!

Como todos nós mortais somos passíveis de detalhes, que lamentavelmente nos sacaneiam, ela também tinha o dela, que suponho não agradá-la. Ela tinha aquela doença de pele Pitiríase, popularmente chamada de Vitiligo, que faz aparecer uma série de manchas brancas pelo corpo e, até hoje ainda não tem uma cura definitiva, pois, trata-se de uma falha orgânica do indivíduo em não produzir uma substância necessária, para a coloração uniforme da pele. Infelizmente, a ciência ainda não descobriu como produzi-la em laboratório! Mesmo assim, por incrível que pareça, essa combinação de cores (preto e branco), ela não deixava de ser uma perfeita mulher, uma estrela e botava fogo nos nossos desejos sexuais. Eu que a admirava mais que tudo, intimamente e secretamente, pela sua bi coloração, coloquei o apelido nela “Dálmata”. Uma linda cadela, ou cachorrona como dizem os Funkeiros. Era meiga, linda, charmosa e deveria saber muito bem dar e receber carinhos!

Assim era minha querida e inacessível “Luana Dálmata”, meu desejado exemplar canino, que por muitas vezes, me levou a generosas masturbações solitárias, apenas usando a fértil imaginação e o desejo guloso e libidinoso!

Confesso que um dia cheguei a sonhar que era um belo pastor alemão, e quando minha querida Dálmata passou por mim na rua, eu com a liberdade peculiar canina, corri atrás, dei umas cheiradas no seu sexo protuberante, lambi babando de satisfação e prontamente, equilibrei minhas patas em seu corpo, e fui me introduzindo sem dó nem piedade, sem ligar os transeuntes que olhavam admirados e sorrindo, até que me engatei com toda segurança possível. Me jogaram água fria, me bateram com uma vassoura, gritaram, jogaram coisas, mas, eu não largava de jeito nenhum. E minha doce cadela, gostando também, virava-se de lado e me lambia todo, alimentando minha tesão embutida e guardada por tanto tempo. Acordei daquele jeito: em petição de miséria. Mas, realizado pensando como seria bom, se esse sonho um dia se realizasse, com minha querida e poderosa Luana Dálmata!

Depois desse episódio magistral, me voltei a olhar com carinho a doutrina espírita, pedindo ao Nosso poderoso Senhor e a Allan Kardec, que me reencarne como um lindo cão, que não tem cerimônias para fazer e atender seus caprichos e necessidades, nas horas que as oportunidades despontam!

Vou querer me chamar Rex, e já estou até aprendendo a latir: Au, Au, Au, Au!

*Escritor, Historiador, Cronista e Poeta e um dos fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

  

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

MEU CRUEL CASTIGO! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Sempre fui um cara que gostava de escolher tudo com cuidado, exigente, detalhista e também cheio de muitos preconceitos, quer seja na área racial, como social, econômica e até religiosa. Imagine você que tipo sacana e presunçoso eu era, entre meus 18 até os 33 anos!

Esse meu comportamento fazia com que as outras pessoas não tivessem nenhuma simpatia por mim, apenas me respeitavam por eu sempre ser um estudante da melhor qualidade, inteligente, e ter me formado com louvor com 23 anos, em engenharia civil!

E já formado e trabalhando com afinco, experiência administrativa e financeira, consegui montar uma modesta construtora e como era de esperar, pela minha perseverança e objetividade, a empresa foi crescendo rapidamente que com 5 anos eu já tinha um bom status, junto a outras empresas do mesmo ramo. Logicamente um futuro garantido e seguro!

Chegando aos meus 30 anos, cheio de galhardia em função do meu sucesso, comecei a namorar com Lúcia, uma moça da alta sociedade, família abastada e de excelente conceito, bonita, ou melhor, linda e com um corpo invejável. Católica, cheia de crenças e devota de Nossa Senhora!

Claro que era a mulher que eu sonhara, e imaginava um dia encontrar para casar e constituir uma família esplendorosa!

E foi o que fiz. Preparei um lindo apartamento, providenciei os papeis, e com uma grande festa comemoramos a nossa união!

Fomos para a Argentina e Uruguai em lua de mel, voltando 15 dias depois, cheios de felicidades e encantos!

Mas, como as coisas geralmente nunca acontecem como desejamos em alguns casos, com menos de 3 anos Lúcia começou a me trair com meus amigos, motorista da casa, padre da paróquia, fora alguns outros que eu não consegui apurar!

A descarada me deu tantos chifres, que eu poderia ficar mais rico abrindo uma fábrica de “berrantes”. Fiquei desmoralizado na cidade, muitos dos meus amigos e colegas que conheceram o meu comportamento pernóstico, achando-me que era um ser superior, imaginaram logo que era um castigo divino, em função da minha maneira idiota de proceder, como se fosse o rei da cocada preta!

Me separei, ela mesmo com seu procedimento canalha, me levou uma banda do meu patrimônio. e atualmente, como não tivemos filhos, moro sozinho e fiz uma forte reflexão em meu comportamento do passado, procurei ser mais tolerante, solidário, considerando atualmente que todas as pessoas são iguais e merecem o mesmo respeito!

Nunca esqueça que ninguém é melhor que você, nem você é melhor que ninguém. Todos nós estamos passivos das reviravoltas do destino. E esse destino, somos nós que traçamos, através de nossas ações!

Que esse castigo que tive, sirva de lição para que você jamais seja preconceituoso e saiba respeitar todas pessoas, seus comportamentos e suas escolhas!

*Escritor, Historiador, Cronista e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

terça-feira, 1 de setembro de 2026

MEU DEUS EU QUERO MORRER! (Clique e leia)

 Antonio Nunes de Souza*

Aos gritos e choro convulsivo, Maria Tereza segura por dois fortes enfermeiros, descia da ambulância no pronto socorro! Todos assustados olhavam para aquela moça completamente desarrumada, porém, deixando ainda transparecer a sua beleza, procedendo daquela forma. Um deles foi logo dizendo alto para todos: Essa deve ser uma das patricinhas riquinhas que encheu o chicote de drogas!

Assim que a soltaram e colocaram-na sentada, levantou-se rapidamente e correu para a janela (estavam no segundo andar) tentando se atirar. Mas foi contida pelos enfermeiros. Sem parar de bradar alto a frase: Meu Deus eu quero morrer!

Chamaram um clínico, que a examinou e nada pressentiu de anormal, a não ser a histeria que se apoderava dela. Então solicitaram a presença de um psiquiatra e esse, dando-lhe um calmante, sugeriu que fosse melhor a presença de um psicólogo para conversar com ela, e tentar saber a razão do seu desejo alucinante de morte!

Já no quarto, deixaram que ela dormisse, antes lhe dando um banho completo, pois estava imunda da cintura para baixo!

E quando acordou quatro horas depois, já mais calma, porém, aos prantos, pediu a presença de um médico para saber o seu estado. Veio o psicólogo juntamente com o psiquiatra, e juntos começaram um papo agradável com bom humor, demonstrando que eram confiáveis e que lhes seriam úteis. Porém, sempre meia sem graça e com o olhar baixo, não deixava de repetir a sua mórbida frase com relação a morrer!

-Minha filha, por favor, nos conte o que houve para lhe deixar nesse estado tão estranho. Sabendo as razões é bem mais fácil se achar as soluções. Falou o psiquiatra, um senhor de cabelos grisalhos que com sua aparência paternal, fazia seus pacientes se sentissem mais à vontade. E o psicólogo se retirou!

-Doutor eu vou contar embaixo da maior vergonha da minha vida, mas, depois eu quero que o senhor me prometa praticar a eutanásia comigo!

-Vou lhe ouvir, discutir os fatos e depois resolveremos isso!            -Combinado! Mas, confio no senhor com as maiores esperanças mortais. Eu sou estudante de direito e fui convidada para sair por um homem que é um engenheiro bem sucedido, e já tínhamos trocados alguns olhares e poucas palavras, quando nos encontrávamos no elevador, já que moramos no mesmo edifício. Aceitei, me preparei completamente, indo ao salão e fazendo todas as coisas que se faz, para estar prevenida para qualquer coisa que viesse acontecer. Mas, por ironia do destino o que me aconteceu foi uma tragédia. Quando estávamos jantando minha barriga começou a fazer determinados ruídos e comecei a sentir uma agonia no intestino, calmamente dei um pum daqueles silenciosos que são apelidados de “samurai” (chegam em silencio e mata qualquer um). Foi um fedor tão desgraçado que nem eu suportei, deixando os dois na mesa completamente sem graça. Passados dez minutos e aí, sem querer, larguei outro. Desta vez um “ninja” que até o pessoal da mesa vizinha se levantou e pediu ao maitre para mudar de lugar. A essa altura eu suava por todos os poros, sem saber onde meter a cara, pois, pelos olhares do outro casal, percebia-se claramente que só podia ser ou eu o meu acompanhante e, como ele estava muito seguro de si, eu era a resposta para a curiosidade de todos. Jantamos rápido e saímos, pois não tinha clima para demoras. Então dei graças a Deus, pegamos o carro e fomos direto para o condomínio. Porém ao longo do caminho me senti mais aliviada e sem agonia, já de mãos dadas, aceitei seu convite para ir até o seu AP que era dois andares acima do meu. Lá chegando começamos a conversar, sentados em um lindo sofá branco, aos pouco já estávamos trocando carícias bem íntimas. E, meu Deus, foi aí que começou a tragédia. Dei um peido bem alto e daqueles de carretilha que não se pode disfarçar, e o fedor foi tamanho que ele foi para a varanda da janela tomar ar. Totalmente desesperada, corri para ele abraçando-o e pedindo milhões de desculpas. Ele com o nariz vermelho, como um cavalheiro elegante, me abraçou fortemente e disse: Isso acontece meu bem. Esse abraço foi mesmo que uma bomba, pois no mesmo instante eu me caguei toda, a merda escorrendo pelas pernas, aquilo parecendo vatapá, porém com fedor de feijoada podre. Saí correndo para o sanitário deixando atrás de mim um rastro de merda fétida e desastrosa. Ele vendo aquela situação grotesca, imaginou que eu estava podre por dentro, logo chamou o SAMU. E eu trancada no sanitário sem nenhuma coragem para sair e encarar a situação. Foi quando chegou a ambulância, a notícia num minuto se espalhou pelo edifício, e na frente do AP dele já tinha dezenas de amigos e curiosos. Os enfermeiros pegaram um lençol que Thadeu deu, cobriram minha cabeça e me trouxeram para aqui. Vim cagando por todo caminho, os enfermeiros com máscaras, e eu morrendo de vergonha gritando que queria morrer, depois dessa tremenda tragédia!

-Pronto doutor, essa é minha triste história e peço agora que veja se tenho ou não tenho razão de querer morrer, pois não tenho mais coragem de encarar meus amigos, o pessoal do edifício e, principalmente Thadeu!

-Você tem toda razão minha filha, foi uma situação horrível que deixa qualquer mulher, completamente desequilibrada! Pensei, refleti, nunca fiz isso, mas, vou agir da maneira mais sensata: Pegou uma seringa com uma injeção de cianureto, aplicou na pobre mulher, para ela ir matar o diabo sufocado nas profundezas do inferno!

Nisso retorna o psicólogo entra e pergunta, o que houve?

E o psiquiatra responde calmamente: A moça deu um enfarto fulminante e morreu. Pobre coitada!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia grapiúna de Letras!

 

 

 

sábado, 29 de agosto de 2026

INTERAÇÃO AFETIVA OU AMOR? (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Quando raramente, não vem em minha mente uma “estória” que mereça uma crônica, ou quando não acordo irritado com a política local e nacional, sempre recorro a vertentes de áreas completamente cheias de divergências e nuances delicadas e difíceis de serem esclarecidas, sem deixar dúvidas, ou margens para longas continuidades do assunto!

Desta feita, mais uma vez vou falar concretamente sobre o terrível e muito discutido e abstrato “amor”!

O nome está tão desgastado, que fazer sexo já é uma afirmação de fazer amor, quando na relação sexual o primordial é excitação, desejo, impacto da beleza, além da questão vulgar e popular de “pele, tesão e sintonia!”

É mais que lógico, você poder ter uma relação sexual somente em função das causas acima, sem que exista o tal amor. Apenas atendendo uma necessidade fisiológica que brotou numa ou várias oportunidades, como as outras de nossos corpos de: comer, beber, dormir, xixi, defecar, etc., que temos que obedecer as nossas mentes, para não passarmos mal em função da escassez!

O que aconteceu no velho passado, foi que criaram um tabu absurdo sobre o sexo, colocando-o como uma coisa pecaminosa, terrível e proibitiva, com alegações tolas, sem validades, somente amedrontantes, criando uma tradição, que quem faz sem ser maritalmente casado, vai para o inverno. E por mais incrível que possa parecer, dentro das hipócritas religiões, principalmente as evangélicas, esse discurso proibitivo é bastante acentuado e rigoroso até os nossos dias!

Na minha conceituação, pode-se praticar o sexo eventualmente, com os cuidados devidos para não contrair doenças transmissíveis, principalmente a HIV, camisinhas preventivas, como também não fazer disso uma profissão, sendo apenas para atender as suas necessidades eventuais, que absolutamente, não está ferindo ninguém, desde quando não crie problemas para terceiros!

O sexo é uma interação de desejos, proveniente de uma excitação, que jamais pode ser chamado de “amor”, pois, na realidade só existe um amor verdadeiro no mundo, que é o amor de mãe. Este sim é o verdadeiro, que engloba carinho, cuidado, respeito, afeto, dedicação, preocupação e meiguice até a morte! Raríssimas são as exceções!

Continuo dizendo que os poetas fazem do “tal amor”, uma linda fantasia que, comprovadamente, consegue alegrar os puros e inocentes. Tenho certeza que serei combatido pelos pudicos e condenado pelos já fanatizados do tal sentimento, tão propalado!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

 

O PIOR CEGO É AQUELE... (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

A sabedoria popular diz: “O pior cego é aquele que não quer ver”. E na verdade é o adágio que reflete quanto o povo aprendeu no decorrer do tempo.

Muitas vezes passamos horas e horas mostrando as vantagens e as desvantagens, para que alguém aceite ou faça algo que somente lhe trará benefícios, mas, infelizmente, sempre é difícil colocar algo na cabeça de quem não tem (naquele momento) a capacidade de discernir o bem do mal, ou ver claramente aquilo que será melhor e benéfico para ela.

Na maioria das vezes, levam em consideração pequenos e fúteis prazeres, como se esses fossem as coisas mais importantes da vida, não tendo a inteligência ou visão para perceber enquanto é tempo, que os valores de determinadas atitudes são banais e os prazeres são efêmeros. E quando menos se espera, desaparecem deixando marcas e cicatrizes, que nunca mais serão esquecidas ou apagadas.

Talvez isso faça parte do nosso ciclo de vida, pois, lembro-me perfeitamente da minha juventude, ocasião que também fiz coisas ridículas e sem sentido, imaginando que estava completamente certo e seriam importantes e fundamentais para mim.

Obviamente paguei caro na maioria das vezes, por não ter raciocinado e refletido o bastante, antes de entregar-me a certas situações. Posso dizer com segurança, que faltou ao meu lado alguém experiente que me auxiliasse, orientando-me nestas horas de precipitações e escolhas erradas. Lamentavelmente, não contei com as pessoas certas nas horas de incertezas e dúvidas. Não digo que seguiria todas recomendações, mas, provavelmente, aprovaria a maioria baseando-me na experiência dos meus conselheiros, ou pelo menos faria reflexões antes de agir. Creio que teria sido mais bem sucedido e teria lucrado bem mais.

Logicamente, ninguém gosta de encarar sua realidade baseando-se nas experiências alheias. Todos nós pensamos que estamos certos quando tomamos nossas decisões, mesmo que estas possam parecer absurdas aos olhos de todos. E infelizmente, muitas vezes pagamos caro por ouvir apenas nossa consciência e a cegueira dos nossos impulsos.

Na verdade, tudo isso faz parte da dinâmica da vida, uma vez que se formos também nos bitolar seguindo opiniões e normas ditadas pelos mais experientes, passaremos a viver numa eterna rotina e deixaremos de descobrir muitas coisas boas e maravilhosas, como também algumas bastante desagradáveis, graças ao nosso espírito aventureiro. Contudo é muito importante que você tenha condições psíquicas e financeiras para arcar com os possíveis ou desastrosos resultados das suas opções. E se isso ocorrer negativamente, agradeça a Deus e tire proveito dos erros como mais uma lição de vida!

Agora mesmo, estamos vendo com clareza, a cegueira fanática de grande parte do povo (principalmente os abastados e religiosos), com relação a nossa tumultuada política brasileira e mundial!

Já disse algumas vezes a citação filosófica que diz: “Sábio não é aquele que sabe falar. Sábio é aquele que sabe ouvir!”

                         

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

POR QUE SER PURA? (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Essa pergunta sempre Maria Lúcia fazia, e ao mesmo tempo, respondia baseando-se na sua análise dos significados da palavra “pura”!

A primeira era a pureza de dinheiro, tendo que se sacrificar para viver, sempre estar pulando de empregos insatisfatórios e simples, numa labuta constante e carência pessoal, logicamente ganhando salários aviltantes. A segunda era a pureza de comportamento, tendo que seguir todas as regras ditadas pela sociedade, bons procedimentos, receber elogios, parabéns, etc., e ao mesmo tempo sofrer por estar sendo “pura” nas duas vertentes!

Então... Lucinha como era chamada, achou de dar o seu grito de independência nas duas vertentes, no sentido único e exclusivo de ter uma vida mais animada, sem ter que se restringir a ser uma suburbaninha classe baixa, que apenas conseguia batalhar para sobreviver!

Passou a se vestir melhor, roupas mais provocantes, dar “mole” para homens abonados e idosos, logicamente oferecendo e vendendo seu corpo (que não era de se jogar fora), acompanhado de uma carinha de anjo que ela sabia fazer muito bem. No princípio não se sentiu a vontade com esses novos comportamentos, mas logo se adaptou quando viu em sua bolsa dinheiro para as despesas, e ainda estar sobrando para outras necessidades. Essa vitória para ela, foi uma maravilha, e sinceramente, ficou puta da vida porque somente agora com 27 anos é que ela tinha aberto os olhos para essa outra realidade. Mandando de vez que as regras e estatutos sociais fossem para a merda. Somente com essa segunda vertente comportamental, ela estava derrubando os dois significados da palavra “pura”, passando a ser mais uma mulher de programa, onde a pureza de comportamento era completamente inexistente e de grana muito menos!

Mas, como nem sempre as coisas correm como as pessoas desejam, ela se apaixonou ou viu boas vantagens em se ligar como amante de um traficante de drogas, e assim como aumentou seu nível financeiro, aumentou também as possibilidades de riscos. E não deu outra, pois numa noite de chuva, ao chegarem na porta do edifício onde moravam, estava um cerco policial para prender o marginal. Ele, por sua vez, sacou uma pistola e começou a atirar contra a patrulha, desejando fugir. Mas, infelizmente, nada conseguiu, foi atingido na perna e no braço, dominado, e nossa pobre Lucinha, por “pura” ironia do destino, foi atingida na cabeça, indo a óbito imediato.

Com essa vida louca que vivenciamos, por mais que procuremos descobrir como devemos nos comportar, dúvidas sempre estarão atropelando os pensamentos dos mais jovens, principalmente aqueles que gostam de caminhar nas estradas mais fáceis e que parecem melhores!

Tenham seus cuidados, pois, muitas coisas na vida com aparências fáceis, não passam de “pura” ilusão. Poucas são as que tem sorte, casam com canalhas e chegam até ser primeira dama entrando também na política. Coisa rara, mas acontece!

*Escritor, Historiador, cronista, poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!